É tão difícil escrever sobre outras coisas quando o coração está amarrado a uma pedra no fundo do rio. O que me vêm a cabeça é o que o peito transmite, o vazio, meu coração está de baixo da água, como posso eu querer transmitir o que está dentro dele se nem o alcanço.
Meu maior problema é não saber os limites da razão e da emoção, simplesmente uso os dois, seja um de cada vez ou juntos, mas não sei qual é qual.
Busco desesperadamente uma razão para desamarrar meu coração da pedra que repousa no fundo do rio, fica até estranho eu misturar as palavras coração e razão na mesma frase se nem sei usá-las. Mas enfim, hoje acredito que minha maior mágoa é saber que tenho magoado os outros, mesmo que minha intenção seja outra. Queria saber como eu faço e por que eu faço isso, apenas para tentar não repetir em outra ocasião.
É complicado sair do passado e enfrentar os problemas do presente, que se tornam mágoas do passado, formando assim um círculo vicioso. Esse acaba sendo meu ópio, depois de um tempo você nem mesmo sabe quem é, apenas tem uma vaga ideia.
O que me conforta são essa linhas, escrever tem se mostrado uma cura.

Que triste! ='/
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