A imagem do arco-íris me fascina, não só a que percebo com a visão dos meus olhos num plano conceitual, mas a visão que tende a ser fantasiosa, não por inventar, mas por manter um mundo de fantasia. Assim, com os olhos fantasiados, eu vejo o arco-íris e os cuidados que a natureza tem em projetar a sua obra de arte nos céus, sua exibição charmosa de talento.
O que criamos a partir deste mundo fantasioso fica em nossos corações, não apenas em nossas memórias do arquivo no cérebro. Cérebro foi feito para pensar, não para sentir, eu coloco meus sentimentos no peito, como todos deveriam fazer, mas não fazem, fica minha crítica. Enfim, é possível viver sonhos através de visões fantasiadas, criar o mundo mais belo com todo o suporte que a vida nos dá, esta magnífica artista. Eu penso em meu humilde conhecimento que o que está rotulado é superficial, eu sempre vivo no desconhecido, prefiro descobrir do que me digam como é, não quero contextos de temas jogados ao acaso, quero a percepção de sentir o mundo ao meu redor, uma vez li em uma história infantil, histórias estas que adultos deveria ler também, sobre os modos de descobrir que o mundo é redondo, são apenas duas, na história o coelho Joãozinho descobriu isto, não pela primeira maneira que é lendo em livros, estudando o mundo, mas pela segunda, cheirando o mundo. Eu quero cheirar o mundo, quero ir atrás dos meus sonhos.
Sou assim, não tenho culpa, nem quero que me julguem ou definam, meus sentimentos se expressam por letras no papel, por palavras no ar, por gestos em tudo. É bem verdade que já escutei muitas vezes que eu deveria crescer, deveria me ligar as coisas que realmente importam, sou bem capaz de falar um palavrão agora dirigido à quem me diz isto, mas estragaria a locução do meu texto. Prefiro pensar que meu mundo é meu mundo, também é seu, mas no momento em que você tenta atacar meu reino, entramos em guerra, não quero isto, mas é tão inconveniente ser recebido por um "Meu Deus, você tem quantos anos mesmo!?", foda-se (olha aqui o palavrão... estraguei a locução, isso até rima, às vezes um palavrão serve de matéria-prima.). Não vou estender as minhas críticas, não gosto de fazer críticas, prefiro zelar pelo espaço de cada um, assim como não vou querer saber de ninguém que comecei falando do arco-íris e cheguei a uma defesa do meu ponto de vista sobre a minha mentalidade, não acredito na enquadração dos momentos, falo o que quero e quando quero, pois se não depois esqueço.
Aos meus olhos, os da visão normal mesmo, vejo as pessoas todas quadradas, querendo se encaixar em um espaço e ali permanecer, eu não sou assim, não tenho forma. Aprendi a muito tempo que ninguém consegue me mostrar o que eu quero, apenas eu posso ir lá e pegar. Por isso não tenho forma, não me enquadro, o que eu quero você não pode me oferecer de pronta entrega. Meu mundo está aberto para visitas, não pensem que sou pouco sociável, muito pelo contrário, não significa que por eu não ter forma o mundo é apenas meu, eu divido, nem sou dono dele mesmo, estou apenas de passagem, sou mero caminhante.
Tomei algumas decisões que influenciaram nestas minhas passagens pelo mundo, uma delas vou contar neste relato, é a minha vontade de contar histórias! Eu confesso que a maioria das empreitadas que enfrento não faço ideia do que seja, eu apenas vejo e fico frente a frente, então só neste momento ou posteriormente que irei perceber o que significa pra mim, este é meu espírito, não questiono muito mesmo, como disse vou lá é faço, não deixo o argumento me amarrar. Então, neste mundo de contadores de histórias percebi que mais pessoas apresentam a mesma visão que eu tanto defendo, a de olhar com a alma, de fantasiar! Relato de coração que contar histórias é maravilhoso, ainda mais quando alguém, como eu, que gosta de falar encontra alguém disposto a ouvir, mas estou aprendendo a ouvir também, são duas práticas nobres! Tanto que atualmente participo de um grupo chamado Ouvir e Contar.
Contudo, não vou me ater ao fato do trabalho voluntariado e o que faço, quero encerrar propondo um desafio, quero que saiam de suas zonas de conforto, aliás, não sou eu que quer é você quem quer. Levante-se, respire, abra os olhos da fantasia e veja o mundo, não existe nada que não seja belo, você está vivo, esta condição por si só já dita a sua felicidade, aliás, não pense que o desencarne é o momento em que perderá a beleza de viver, pelo contrário, o desencarne é uma jornada para outro mundo, eu vejo o mundo do ponto de vista de um passageiro, se vou voltar pra cá outra vez, não sei, mas que irei para outro lugar um dia, isto eu sei, não sei quando nem onde é, mas não vou ficar esperando ansioso por este momento, pois aqui estou, agora, sou passageiro deste mundo e estou de olhos abertos, posso sentir, posso fantasiar, eu vivo um sonho além do arco-íris pintado no céu caprichosamente pela vida. Eu amo!
