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14 de janeiro de 2012

Eyes in the Heat

Não acredito no significado das palavras, nem nas formas, tudo que fizemos até hoje nem ao menos conseguimos saber se tem sentido, pois a palavra sentido foi inventada, vivemos um realidade inventada, o inventado foi inventado... Não confio nem mesmo no que vejo, apenas vejo e nem pretendo entender. 
Observar pra mim não é acompanhado de tirar uma conclusão, vivo no vago, as letras fazem filas no papel e as formas compõe uma coreografia que as vezes é sincronizada, mas as vezes é toda atrapalhada, porém sempre me agrada. A música toca meus ouvidos e balança meu espírito, dançar pra mim é o que o som faz no ar até chegar em meus ouvidos. Não sei de nada, eu observo, eu escuto, eu sinto. Já que as palavras existem, eu as uso do meu modo e jogo as palavras como quero no papel ou neste pedaço branco que não consigo rasurar.

POLLOCK. Eyes in the Heat - 1946; Oil on canvas, 54 x 43 in; Peggy Guggenheim Collection, Venice.