Ventos que acalmam
3 de março de 2014
Vida sucinta
Ninguém entende o que acontece.
Tudo perece.
Rezo uma prece
para que o relógio me ajude
Mas o que o tempo faz?
Me devora com fome voraz.
Não basta envelhecer,
tudo um dia vai morrer.
Para colorir
O inverno
vem frio,
calado e macio,
com leves tons de cinza.
O verão
chega quente,
abre a porta de repente,
todo colorido de vermelho.
O amor,
vem de dentro do coração, está meio morno,
mas traz uma caixa de lápis de cor
para pintarmos ao nosso gosto.
Cotidiano
Começa a chover,
as gotas de encontro ao vidro escorrendo
e as pessoas lá fora correndo
Contar carneirinhos
Existe alguém que
ao anoitecer
pega no sono.
Mas há outro que sofre de insônia,
passa o dia todo calado
e a noite fica acordado.
Durante a vida, se uma pessoa é boa,
não passa a noite à toa,
deita e dorme.
Mas se ela vive de angústias,
levando a vida as custas,
o silêncio da noite a domina.
Sem ter para onde fugir,
cheia de pensamentos
Até os carneirinhos fogem.
Postagens mais recentes
Postagens mais antigas
Página inicial
Assinar:
Postagens (Atom)