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12 de janeiro de 2011

Outonos em minha vida

Nunca quis me alimentar da angústia, porém sempre foi inevitável, o frio na barriga me consome várias vezes. É tão preocupante viver com essa sensação, não sei aonde errei, nem aonde tudo terminará. Sei que nada será fácil daqui pra frente, os dias não serão iguais aos da infância, quando a despreocupação era soberana.
Poderia até tentar tirar essa angústia de meu peito, mas sei que se não der certo ela se fortalecerá. Opto por viver com ela desse jeito, quando crio coragem até arrisco, mas o máximo que faço é disfarçá-la.
Apesar de ser triste ver uma folha cair no outono, buscarei a imagem de outra nascendo na primavera, assim sentirei-me mais confortável, porém nunca esquecerei da imagem da folha dançando até chegar no chão.
O tempo é senhor das emoções, ele as controla de tal maneira que fica inalcansável para nós. Porém, não peço que eu seja capaz de reger minhas emoções, se um dia isso acontecer, me tornarei frio como as manhãs de julho em Curitiba. Prefiro viver com a angústia.

Abraços a cada um de vocês!

Um comentário:

  1. " não peço que eu seja capaz de reger minhas emoções, se um dia isso acontecer, me tornarei frio como as manhãs de julho em Curitiba"

    Dizem que a verdadeira força está em não temer, nem rejeitar, a própria vulnerabilidade.
    Parabéns pela coragem.

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