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18 de abril de 2012

Sei lá, sei cá

O ser racional, racional é preciso ser, mas e eu com isso? Não acredito na racionalidade, não acredito na razão como marco histórico, não sei o que é razão, apenas conheço o que me disseram ser, porém tenho o direito de duvidar e assim faço.
Por vezes me flagro observando a vastidão do nada, não sei bem o que faço lá, sei que existe sim conhecimento no nada, sei que consigo parar o tempo nestas viagens. Observo de tudo, uma das coisas que mais aprecio é observar. Ainda outro dia observava um passarinho parado em frente a uma janela espelhada em um prédio, o passarinho ali pousou e se assustou ao perceber que em sua frente havia outro igual a ele, "Como assim!? Eu cheguei aqui primeiro! Saia" então começou a bicar o vidro. Aquele pássaro me permitiu uma reflexão, até que ponto enxergamos que os conflitos que criamos, são na verdade contra nós mesmo, o único derrotado que existe é você que se bica no espelho, os golpes acertam à sua própria aparência.
Tente mudar isso, tente esquecer a aparência e acreditar mais na essência. O pássaro não se reconhece, o pássaro acredita em um mundo paralelo, um mundo copiado, imitado, ele apenas luta contra isso, não culpo ele, eu o entendo, pois é diferente de nós, pois nós conhecemos o mundo, conhecemos e desconhecemos, somos racionais e irracionais, vivemos rodeados de "sei lá", buscamos o "sei cá", procura tola, nunca acharemos nada. O que buscamos não deve ser procurado, é invisível aos olhos, até aos mais treinados, mais refinados, mais aguçados, o que buscamos já temos, só não sabemos, a racionalidade nos atrapalha.

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